O roubo do século: La Casa de Papel lançou sua terceira temporada na Netflix

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Foto: Reprodução / Netflix.

A série espanhola La Casa de Papel, que foi comprada pela Netflix, lançou sua primeira temporada em 2017 e já chega em sua terceira temporada neste ano com propostas futuras e breves da quarta temporada que teve recentemente suas gravações encerradas.

A primeira temporada consiste no plano feito pelo professor para assaltar a Casa da Moeda da Espanha, mas que só pode entrar em vigor após se achar os integrantes, ou melhor, os assaltantes certos para executar a façanha. Existe um requisito obrigatório: experiências pontuais em assaltos. Todos eles têm uma habilidade diferente para colocar em prática cada detalhe minucioso que é mostrado ao longo da série. Os nomes escolhidos por cidade ou país é um dos destaques da trama com o intuito que os policiais nunca tivessem a chance de descobrir suas verdadeiras identidades. Mas particularmente, a identidade da série foi as mascaras do Daly e as vestimentas vermelhas que virou febre em todo país.

Ao conseguir colocar o plano em ação, o atrativo dentro da Casa da Moeda foi a relação com os reféns, isso foi o que tirou um pouco do lado vilão dos assaltantes. Eles acabaram se envolvendo emocionalmente com alguns: a estudante Alisson Paker, Mônica e o Arturo, ainda que de uma forma mais maldosa (ele merecia um pouco né). Na primeira e na segunda temporada eles envolveram histórias de cada personagem, que rendeu conteúdo para ser detalhado ao decorrer da história. Como exemplo, o relacionamento com a sua secretária Mônica, sua amante, durante o assalto ele descobriu que ela estava grávida e a pediu para abortar porque não iria assumir a paternidade.

Outro ponto marcante da série que deu muito pano para manga foi o relacionamento entre o professor e a inspetora Raquel, acredito que tenha sido uma forma para mostrar o ponto fraco dele: o amor. Ele usou uma técnica de aproxima-la para controlar os cuidados com o caso, sem ela saber quem ele realmente era enquanto do outro lado ela tentava descobrir quem era o mandante do assalto. Só que a situação saiu dos trilhos: eles acabaram se apaixonando e tendo um romance bem “caliente”. Não é a toa que no final da segunda temporada, logo após que ele consegue com êxito roubar o dinheiro, eles fogem juntos (foi fofinho demais, vai).  

Mas a série estava cheia de cenas onde o telespectador ficava se perguntando de onde vinha tamanha agilidade e inteligência: quem consegue esquecer a cena do professor no ferro velho? Enquanto ele tentava limpar o erro dos seus “parceiros de crime”, ia colocando a si mesmo em perigo. Mas o professor é o professor né? Ele conseguiu em poucos minutos se vestir de mendigo e enganar os policiais. Ou quando ele se vestiu de palhaço para prejudicar o Ángel, que era o único que tinha descoberto sua verdadeira identidade até então, mas sofreu um acidente e ficou hospitalizado por dias no hospital. Pra mim foi uma das maiores sacadas dele durante toda a série.

Cenas da série La Casa de Papel. Foto: Reprodução/Netflix

As cenas marcantes não pararam por aí. Logo no final da segunda temporada, Tóquio veio mostrando a que veio: fazer a gente admira-la, ao mesmo tempo guardar um pouco de rancor. Pela sua impulsividade, como é conhecida, ela consegue sair da Casa da Moeda e ser capturada pelos policiais, mas parece ser invencível (guardem essa palavra até o fim da 4º temporada). Ela consegue escapar e volta novamente para seu destino. De uma forma inusitada, conseguindo passar por aquele exército disposto a atingi-los, e entra na maior velocidade em cima de um moto. Aí entra o nosso sentimento de “ranço”. Nosso Moscou, ao desenrolar da série vem desenvolvendo com a Tókio um relacionamento de pai e filha criando sentimentos sinceros. Mas como um homem herói, ele tentou salvá-la e, ao entrar novamente para a Casa da Moeda, todos comemorando pela volta da Tóquio percebem que ele foi gravemente baleado e não tem mais como ajudar. Nossos sentimentos também foram bombardeados Moscou, sentimentos falta de você cantando.

Terceira temporada

Eis que chega a tão esperada (e demorada) terceira temporada. Confesso que já estava sentindo um pouco de mesmice por conta das mesmas cenas e vestimentas da continuação. Mas a liberdade vivida pelos maiores assaltantes da história da América Espanhola foi de nos conformar com a espera. Eles conseguiram concretizar o assalto logo na segunda temporada cavando um túnel, mas outro grande roubo estava por vir e muitas coisas que não estavam nos planos.

Foto: Reprodução/ Netflix

Primeiro: o novo roubo não era do professor, foi arquitetado pelo Berlim enquanto ele estava vivo juntamente com o seu parceiro Palermo.

Segundo: o professor não tinha em mente fazer outro assalto como aquele, ele foi pegue de surpresa após saber que o Rio foi preso.

Terceiro: não era mais a mesma equipe, não tinha mais aquela alegria, foram convidadas pessoas novas, que ao decorrer da série você vai perceber que elas não se encaixaram ali.

Acredito que tenha sido o assalto mais desastroso que pudéssemos imaginar: Palermo, que “tomou” o lugar do Berlim, não tinha como nem um terço da sua sabedoria e sarcasmo. Pelo contrário, de o durão da equipe, passou a ser o chato. Não podemos esquecer que ele mexeu com os sentimentos do nosso Helsinki e da Nairóbi, ao trata-la de forma mesquinha. Os novos integrantes não conseguiram ocupar o lugar daqueles que foram. Eu tenho certeza que o autor dessa série sabia disso, não é a atoa que daqui para o final da série vamos ter ainda muitas perdas e decepções.

A série tem seu início com a fama do Arturo, que ficou famoso ao dar palestras e lançar um livro falando da sua experiência com o assalto (quase um Coach), mas a série só começa de fato, quando o Rio é rastreado pela polícia ao tentar falar com a Tókio (mais uma vez o amor deles coloca tudo a perder). O professor deixou uma forma de que em casos extremos alguém o levasse até ele. Não podia ser diferente, a Tókio o encontra com a sua nova namorada: inspetora Raquel. A troca de farpas entre elas chega a ser cômica e instigante, só que o maior problema não foi esse, foi o Denver. A terceira temporada inteira ele estava altamente desgostoso de estar ali, acredito que sua falta de vontade tenha atrapalhado o sucesso daquele assalto, é compreensível que agora ele era pai, já que casou com a Mônica, assumiu seu filho e tinha acabado de perder seu pai pelo mesmo motivo que tinha o levado novamente para lá: Tóquio. Mas se ele realmente não quisesse ter participado, era melhor não ter ido, arriscando a vida de todos.

Agora vai!

O começo do assalto com dinheiro caindo do céu (literalmente), aos arredores da Casa da Moeda Espanhola, através da aeronave que continha o símbolo da mascara do surrealista Salvador Dalí e o professor literalmente botando a cara para jogo através de um telão, dando a largada de mais um assalto, dessa vez eles conseguiram ser cada vez ousados porque com isso tiveram o apoio da população, que ficaram contra a segurança do país e a favor dos vilões. De agora em diante, de fato as fortes emoções da série dão início e irei marcar algumas consideradas mais importantes e que pode trazer sentido para a quarta temporada.

A parte que o professor se depara com a possível morte da Raquel acabou fazendo com que ele deixasse todo o seu plano de sanidade e partisse para impulsividade, já que ele perdeu tudo que tinha de mais importante: seu pai, seu irmão e agora a sua companheira. O episódio no qual ele vai correndo sabendo que ela estava correndo em perigo e pede para ela espera-lo, que ele iria se entregar mais ao escutar os estampidos de tiros se joga ao chão e isso foi forte para nosso coração que ainda não tinha superado a morte do Berlin e Moscou. Os policiais estão se sujeitando ao mesmo jogo sujo dos assaltantes, forjando a morte da inspetora, uma forma de fazer ele se entregar. Que jogada né?

Cenas da série La Casa de Papel. Foto: Reprodução/Netflix

A nova administração da polícia, deixada pelo Pietro, também não deixa mais passar nada, a maior prova disso foi quando atingiu a Nairóbi, a protagonista da terceira temporada que deve está com escoliose após sustentar toda a série nas costas. Ainda não acredito que seja realmente o fim dela. Nairóbi mostrou o maior ponto fraco da humanidade: o amor. Foi ele quem fez ela se entregar, ao aparecer naquela janela ao ver o ursinho que era do seu filho e levar um tiro que ficou essa grande incógnita para quem chegou até o fim “será que a Nairóbi morreu”? É ai que concluo minha cartada final: a última que sobreviverá será a Tóquio, porque ela quem narra toda a série e já sabe de tudo que vai acontecer.

De fato, não sei o que nos espera na quarta temporada, me conformei que todos morrem e que talvez a Tóquio seja culpada disso tudo. Porém, não podemos negar que sem ela a série perderia sua emoção. Mas se vocês acham que a terceira temporada foi pesada, espere as emoções de uma nova história, que não existem por enquanto. Até porque, a extensão de assaltos no seu currículo iria ser grande.

Marina Brandão

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