Procuradora da Lava Jato pede desculpas a Lula após ironizar morte de Marisa

Diálogos divulgados pelo UOL junto ao The Intercept mostram que os procuradores haviam ironizado a morte da mulher do ex-presidente.

A procuradora do Ministério Público Federal (MPF) Jerusa Viecili. (Foto: Divulgação/Twitter/@Jerusabv)

Atualizada às 10h59min de 27/08/2019

A procurada do Ministerio Público Federal (MPF) Jerusa Viecili, integrante da força tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, usou as redes sociais na noite desta terça-feira, 27, para pedir desculpas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mais cedo, novos diálogos vazados do Telegram foram divulgados pelo portal UOL, em parceria com o The Intercept Brasil, revelando que integrantes da ação que investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras e outras estatais, haviam ironizado a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

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“Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula”, publicou Jerusa em sua conta do Twitter.

Nas novas mensagens divulgadas, os procurados colocaram em pauta, algumas vezes, o estado de saúde de Marisa, em grupo chamado filhos do Januário 1.

Após o compartilhamento de uma matéria do G1, no dia 3 de fevereiro, informando o falecimento da ex-primeira-dama, Jerusa comentou: querem que eu fique pro enterro?”.

Em outras mensagens do chat, a procuradora Laura Tesler chegou a dizer que o ex-presidente faria uso político da morte da esposa. “Quem for fazer a próxima audiência do Lula, é bom que vá com uma dose extra de paciência para a sessão de vitimização”, disse.

Já Januário Paludo, aponta suspeitas sobre a morte de Marisa. “A propósito, sempre tive uma pulga atrás da orelha com esse aneurisma. Não me cheirou bem. E a segunda morte em sequência”, concluiu.

Você confere a matéria completa clicando aqui.

Ainda na noite desta terça, Jerusa disse que o fato de desculpar-se pelo ocorrido não autentica o restante do conteúdo. “A existência de mensagens verdadeiras não afasta o fato de que as mensagens são fruto de crime e têm sido descontextualizadas ou deturpadas para fazer falsas acusações”, publicou no Twitter.

Ela acrescentou que os procuradores da Lava Jato “nunca negaram que há mensagens verdadeiras”, pois “foram efetivamente hackeados”. E continuou: “Contudo não é possível saber exatamente o quanto está correto, porque é impossível recordar de detalhes de 1 milhão de mensagens em 5 anos intensos”, conclui.

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