7 de setembro: Bolsonaro convoca população para ir às ruas de verde e amarelo; oposição vai de preto

A data marca o feriado da independência do Brasil

Imagem 1 – Ato pró-Bolsonaro. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) | Imagem 2 – Manifestação em defesa da educação em Recife/PE. (Foto: Reprodução/Pedro Caldas/Cuca da Une/Instagram @UneOficial)

O dia 7 de setembro, data que celebra-se a Independência do Brasil, promete ser marcado por manifestações espalhadas por todo País. Apoiadores e opositores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) devem ir às ruas em atos contrários e favoráveis ao Governo.

O pesselista reeditou o pedido do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, ao convocar a população brasileira para que fosse às ruas vestindo as cores verde e amarelo. Naquele período, o político era alvo de um movimento pró-impeachment.

À época, em diversas cidades do Brasil, pessoas usaram roupas pretas, o que impulsionou as manifestações que mais tarde resultariam no afastamento definitivo de Collor.

“Lembro que lá atrás um presidente falou isso e se deu mal. Mas não é o nosso caso”, afirmou o Bolsonaro, conforme reportagem do Estado de S.Paulo.

De acordo com o jornal paulista, agora, o ex-deputado usa como justificativa para a convocação a “defesa da Amazônia”. Recentemente, a Amazônia atraiu a atenção global após o acontecimento de queimadas.

Do outro lado, movimentos estudantis irão liderar manifestações contrárias às políticas adotadas pelo atual Governo. Em resposta ao pedido do presidente, a União Nacional do Estudantes (UNE) tem convocado a população a ir às ruas usando preto, em “luto” pela Educação e a situação da Amazônia.

Em uma das mensagens de convocação para os protestos do dia 7 de setembro, a UNE diz que “os caras pintadas estão de volta”. A ação faz referência a denominação dada aos movimentos estudantis, que durante 1992 protagonizaram protestos pelo impeachment de Collor.

Nas redes sociais, o presidente da UNE, Iago Montalvão, disse que Bolsonaro quer “calar, intimidar e retaliar” as entidades que têm organizado os principais protestos contra o Governo. “Deveria estar se preocupando com as universidades que não têm dinheiro para funcionar, as bolsas que estão sendo cortadas, a situação triste da Amazônia onde não há política de preservação ambiental”, ressaltou.

Conforme a UNE, há atos confirmados em pelo menos 50 cidades. Entre elas, o Crato e Fortaleza, a capital cearense, com manifestações na Praia de Iracema, as 15 horas, e na avenida Dioguinho, a partir da 8 horas.

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