Apenas 9,2% das cidades do Ceará contaram com clubes disputando competições profissionais em 2019

Dados são de pesquisa da Pluri Consultoria

(Fotos: Luan Erick/Fortaleza EC, Divulgação/Ferroviário AC e Stephan Eilert/Ceará SC)

O calendário do futebol brasileiro reproduz diversos problemas estruturais. Enquanto alguns clubes têm calendário até o fim ano, outros encerram as atividades ainda no primeiro semestre da temporada. No futebol nordestino, mais especificamente no Ceará, apenas 9,2% das cidades tiveram times disputando alguma competição profissional em 2019.

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Isso implica dizer que mais de 90% dos municípios cearenses tiveram algumas agremiação entrando em campo em certames oficiais. Os dados são de pesquisa da Pluri Consultoria, divulgados em maio.

O Ceará foi o 10° no Brasil com mais times em atividade em 2019. Ao todo, foram 36 clubes divididos em 17 cidades cearenses, ou seja, 9,2% do total da unidade federativa.

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O Estado teve média de 37,1% de utilização do calendário. Na temporada passada, pelo menos cinco clubes disputaram alguma divisão do Campeonato Brasileiro. São eles Fortaleza e Ceará (Série A), Ferroviário (Série C) e Atlético Cearense e Floresta (Série D).

Quando analisado o período em que os clubes do Ceará estiveram em atividade em 2019, o estudo aponta outro problema. Se o grande número de jogos no Brasil prejudica as agremiações por questões de logística e elenco, a falta de calendário impossibilita um planejamento a longo prazo para clubes menores.

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Dos 26 times que disputaram competições profissionais no ano passado, apenas 15% tiveram confrontos no mês de julho. O número é inferior ao registrado em abril, maio, setembro e outubro, quando 58% dos cearenses estavam em atividade.

Fortaleza foi a cidade que contou com mais times – 8 – em funcionando em 2019. Por outro lado, Quixeramobim, com 81.082 mil habitantes, foi o município mais populoso a não contar com clubes disputando algum certame oficial.

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Conforme a Pluri Consultoria, São Gonçalo do Amarante, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,1 bilhões, foi local cearense mais rico a não ter clube profissional em atividade no passado.

*Observação: conforme o levantamento, apenas 41% das cidades Nordestinas contaram com clubes disputando jogos oficiais em 2019. Na Bahia, o número é de apenas 2,6%, o que significa que 67% da população baiana vive em locais sem futebol profissional. Em Piauí e Sergipe, a taxa de utilização do calendário é inferior a 20%, ou seja, dos poucos atuaram, eles jogaram em média cerca de dois meses no ano.

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Confira os indicadores da pesquisa da Pluri Consultoria abaixo:

(Foto: Reprodução/Pluri Consultoria)
(Foto: Reprodução/Pluri Consultoria)
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(Foto: Reprodução/Pluri Consultoria)
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