“Bom dia, Verônica” e a ascensão necessária do gênero policial brasileiro

Com tema envolvente e extremamente atual, a série baseada em livro homônimo estreou com bons resultados na Netflix

(Foto: Divulgação/Netflix)

Foi-se o tempo em que o audiovisual brasileiro podia ser definido somente pelas novelas da emissora do plim-plim. Com o sucesso da ficção científica 3% na plataforma de streaming Netflix, portas se abriram para o que de melhor puder entrar no cenário. E o caminho está sendo trilhado agora por outro gênero, característico das produções norte-americanas: o policial investigativo, ou as histórias clássicas de detetive.

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“Bom dia, Verônica” estreou na Netflix no dia 1º de outubro já com um público alvo consolidado. Baseado em livro homônimo, escrito por Raphael Montes e Ilana Casoy, a série já carregava bagagem de fãs graças aos próprios autores.

Ilana Casoy escreve sobre crimes reais, em detalhes e linguagem que mistura o profissional com o leigo e cativa os leitores mais curiosos sobre as nuances de mistério, horror e fascínio dos serial killers. Em uma de suas obras mais famosas, fala sobre dois casos de grande impacto na cultura brasileira: Suzane Von Richthofen e Isabela Nardoni.

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Já Raphael Montes é a personificação do Stephen King tupiniquim. Seus livros são carregados de narrativas bem construídas, com reviravoltas chocantes e finais surpreendentes. Pessoalmente, é um dos autores mais completos do gênero, merecendo o título de Príncipe do Horror nacional.

Os dois demonstram mais ainda sua maestria ao reescrever “Bom dia, Verônica” especialmente para a produção da série, já que o roteiro tem alterações consideráveis em relação ao livro. E nisto dá mais ênfase em um dos pontos mais importantes: a luta contra a violência contra a mulher.

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Verônica Torres, interpretada pela genial Tainá Muller, é uma escrivã da Polícia Civil que se envolve pessoalmente na investigação do que levou uma mulher a cometer suicídio na sede da Delegacia de Homicídios. Ao descobrir que a vítima tinha sofrido violência de gênero, Verô compra a briga como pessoal e tenta fazer justiça.

No decorrer desse processo, ela chama a atenção de Janete, que precisa mais ainda da ajuda da escrivã. Envolvida em um clássico relacionamento abusivo (e sem ter muito entendimento deste fato), Janete tenta defender-se do marido, o tenente-coronel Brandão, da Polícia Militar, que tem um segredo obscuro e selvagem.

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O desenrolar da trama, a descoberta de novas provas, a revelação do passado de Verônica e a atuação dos personagens de Camila Morgado e Edu Moscovis são grandes motivos para iniciar o primeiro episódio. E começar a assistir a série é uma forma quase que absoluta de garantir que você vai terminar. A curiosidade vai te prender em uma maratona daquelas que terminam com gostinho de quero mais.

Escrito pela jornalista Izadora Paula

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