Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é alvo de operação que investiga exportação ilegal de madeira

Presidente do Ibama também é investigado

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro do Meio Ambiente do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Ricardo Salles, foi alvo de um operação da Polícia Federal (PF) que investiga a exportação ilegal de madeira para Estados Unidos e Europa. A operação ocorreu nesta quarta-feira, 19.

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Eduardo Bim, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), também foi alvo das buscas. A ação ocorreu após autorização de Alexandre de Morais do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Além disso, o ministro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Salles, assim como o afastamento preventivo de Bim do comando do Ibama. Outros nove agentes públicos que ocupavam cargos e funções de confiança nos órgãos também devem ser afastados.

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Confira a lista abaixo:

  • Eduardo Bim
  • Leopoldo Penteado
  • Vagner Tadeu Matiota
  • Olimpio Ferreira Magalhães
  • João Pessoa Riograndense Moreira jr
  • Rafael Freire de Macedo
  • Leslie Nelson Jardim Tavares
  • Andre Heleno Azevedo Silveira
  • Arthur Valinoto Bastos, analista
  • Olivaldi Alves Azevedo Borges

Operação Akuanduba (via Agência Brasil)

Crimes contra a administração pública, como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando, praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro, são o alvo da Operação Akuanduba, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (19).

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Na ação, cerca de 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo e Pará. As medidas foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das buscas, o STF determinou o afastamento preventivo de 10 agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e no Ministério do Meio Ambiente.

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As investigações foram iniciadas em janeiro deste ano a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras noticiando possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira.

Akuanduba, que dá nome à operação, é uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o estado do Pará. Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

Com Agência Brasil

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