Crítica: Heartstopper é um convite ao amor, liberdade e representatividade LGBTQIA+

Imagem: Divulgação/Netflix

Por Mayara Lima e Diogo Cordeiro (Café Digital)

Alerta! Contém Spoiler! Heartstopper é um romance clássico para aqueles que gostam de torcer pelo amor. A nova série da Netflix é uma das mais aguardadas pelos fãs e foi claramente criada para fazer sucesso com o público mais jovem, no entanto, a adaptação surpreende e mostra que é capaz de conquistar fãs de todas as idades.

Logo no primeiro momento, a adaptação prende a atenção do telespectador e faz você torcer para que os personagens principais se encontrem e desenvolvam um lindo relacionamento.

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Estrelada por Kit Connor e Joe Locke, a história mostra o encontro entre Nick e Charlie, que estudam na mesma escola e, aos poucos, vão descobrindo que sentem um pouco mais do que amizade um pelo outro.

Imagem: Divulgação/Netflix

Charlie é gay, assumido durante o último ano no colégio e sofreu (e sofre) bullying de alguns colegas. Com apoio de seus amigos Elle (Yasmin Finney), Tao (William Gao) e Isaac (Tobie Donovan), ele começa a superar seus medos e fica mais confiante para entender tudo que se passa com seus sentimentos.

Antes de falar da aproximação com Nick, Charlie se envolve uma relação conflituosa com Ben, interpretado pelo talentoso Sebastian Croft. O “relacionamento” entre os dois é cheio de segredos e Ben tenta manter em sigilo a sua relação com Charlie por não aceitar por completo a sua sexualidade e também por medo do que os amigos vão falar. Durante algumas cenas, Ben trata Charlie mal e é defendido por até então seu amigo Nick, que descobre a relação dos dois e se mostra preocupado pelos problemas que Charlie está enfrentando.

A série contemporânea trabalha com maestria os percalços da adolescência. Trata com singularidade as expressões enquanto os personagens trocam mensagens pelo celular, mostrando frio na barriga, a ansiedade por uma resposta e até vale ser um pouco stalker nas redes sociais (quem nunca, né?)

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Mas para além do romance, os oito capítulos que passam voando, apresentam diferentes realidades vividas pelos jovens que ainda estão na fase de conhecer a si mesmo. Heartstopper fala de forma delicada e madura sobre o bulliyng, a transfobia, e mostra o poder da amizade, do acolhimento e a força do primeiro amor.

Imagem: Divulgação/Netflix

Com o desenrolar dos capítulos, é possível perceber o amadurecimento de Charlie, que nas primeiras cenas se mostra acuado e amedrontado, e depois se joga no sentimento e revela o que sente por Nick. O primeiro beijo é cheio de ternura, sinceridade, medo e descobertas. Se por um lado Charlie sabe o que sente, Nick está totalmente confuso com seus sentimentos e no primeiro momento foge por medo do que está sentindo.

A cena de Nick pesquisando na internet testes sobre ser ou não gay é emocionante e retrata bem o que milhares de jovens passam na busca de sua sexualidade. No caso de Nick, ele se descobre bissexual e aos poucos toma coragem de contar para sua mãe sobre seu relacionamento com Charlie (outra cena pra guardar na memória).

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Outro destaque da primeira temporada é Tao, o amigo hétero de Charlie que tenta a todo o momento alertar o perigo de sua aproximação com Nick por conta do bullying que sofreu durante o ano anterior. O estudante se vê como protetor de Charlie e durante várias cenas o protege dos valentões do colégio. Além do drama, o jovem também carrega sentimentos por Elle, que também gosta dele mas preferem (até então) manter a relação apenas na amizade.

Imagem: Divulgação/Netflix

O final da primeira temporada é cheio de clichês, com declarações e promessas que serão (ou não) cumpridas. Nick e Charlie se declaram e prometem não esconder seu relacionamento e contar aos amigos sobre estarem juntos. Na cena da praia, os dois dizem ‘sim’ ao amor e a descoberta de que é possível florescer um grande sentimento em uma amizade sem medo de ser feliz.

O elenco mescla ainda o talento de atores renomados, como a vencedora do Oscar e do Emmy Olivia Colman, no papel de  Sarah Nelson, mãe de Nick, com as incríveis atuações do elenco principal, formado por jovens como Kit Connor (Nick Nelson), Joe Locke (Charlie Spring), Corinna Brown (Tara Jones), William Gao (Tao Xu), Yasmin Finney (Elle Argent) e Kizzy Edgell (Darcy Olsson).

Imagem: Divulgação/Netflix

A série tem total potencial para ganhar novas temporadas e deve se estabelecer como uma das mais queridinhas do serviço de streaming. Vale a pena maratonar!

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